O que é escasso na advocacia não é advogado: é o momento. Ninguém acorda querendo contratar um. A pessoa passa meses sem precisar e num dia precisa, com pressa e com medo. Essa demanda não se cria, se espera. O que o conteúdo faz é colocar o seu nome na memória dela antes do dia chegar.
A partir de R$ 1.200/mês, sem fidelidade
Não pesquisa, não compara, não guarda contato. Nenhum anúncio alcança quem ainda não tem o problema.
Uma notificação, uma demissão, uma separação, uma cobrança indevida. Em poucas horas ela vai escolher alguém.
Se você não estava na memória nem no resultado da busca naquele dia, aquele cliente foi de outro e você nunca soube que ele existiu.
O calendário do cliente, não o seu. É por isso que conteúdo em advocacia é construção de memória, e não campanha de venda.
Ele responde as três primeiras perguntas meses antes, para que a quarta tenha uma resposta. Quem explicou é de quem ela lembra.
O que fica na memória é explicação, não oferta. A norma da OAB veda a oferta e libera a explicação, então ela empurra exatamente para o conteúdo que funciona.
Autoridade construída assim leva mais tempo do que parece e some quando você para. É investimento de meses, e a página diz isso antes da proposta.
Ele responde as três primeiras perguntas meses antes, para que a quarta tenha uma resposta. Quem explicou é de quem ela lembra.
O que fica na memória é explicação, não oferta. A norma da OAB veda a oferta e libera a explicação, então ela empurra exatamente para o conteúdo que funciona.
Autoridade construída assim leva mais tempo do que parece e some quando você para.
Não é advogado, e todo mundo no meio sabe disso. O que é escasso é a pessoa com o problema ativo agora, e o lugar na memória dela quando o problema aparece. São duas escassezes diferentes, e só a segunda depende de você.
A coluna da esquerda é mercado e não muda com esforço. A da direita é a única em que o conteúdo trabalha, e é a que decide de quem foi o cliente.
É por isso que anúncio sozinho rende menos em advocacia do que em outros ramos. Anúncio alcança quem está procurando agora, e quem está procurando agora já está com pressa, comparando três nomes e sem tempo para criar confiança. Quem já era lembrado entra nessa disputa em outra posição.
Existe um limite de quantos escritórios a Sturm Agency consegue atender ao mesmo tempo, porque conteúdo de profissão regulamentada exige estudo de norma, revisão a cada peça e acompanhamento de mudança de entendimento. Isso é aritmética de agenda, não tática de venda.
Não existe contador de vagas nesta página, e não vai existir. Quando não há espaço, a resposta é que não há e entra fila. Se você encontrar uma agência mostrando um número de vagas que diminui sozinho, aquilo é um script, não uma agenda.
Vale fazer a mesma pergunta a qualquer fornecedor que estiver avaliando: quantos clientes de advocacia você atende hoje, e o que acontece quando o limite é atingido. A resposta diz mais sobre o serviço do que qualquer portfólio.
O erro mais comum em perfil de advogado é escrever para colega de profissão. O texto sai correto, citando artigo e jurisprudência, e não serve para a pessoa que está com a notificação na mão às onze da noite. Ela não quer saber o número do artigo: quer saber se isso é grave e o que acontece agora.
A pessoa quer o que acontece com ela. A base legal entra como sustentação, no fim, em uma linha. Invertida essa ordem, a publicação vira aula e a aula não fica na memória de quem não é da área.
Não é sobre rescisão indireta, é sobre o que fazer quando o salário atrasa há três meses. Não é sobre usucapião, é sobre a casa em que a família mora há vinte anos sem escritura. A pessoa procura pelo problema, não pelo nome dele.
Parece contra o próprio interesse e é o conteúdo mais salvo em advocacia. Quem recebe ajuda de graça e resolve sozinho volta quando o caso for maior, e conta para quem tem um caso maior agora.
Prazo é a informação mais urgente e mais ausente. Dizer que existe um, e que ele começa a correr da data do documento, é o tipo de conteúdo que a pessoa encaminha na hora para quem precisa.
Dizer quando não cabe ação evita a consulta que não fecha e constrói mais credibilidade do que qualquer caso de êxito, que aliás não pode ser divulgado.
Os cinco princípios têm o mesmo efeito prático: transformam a publicação em algo que a pessoa guarda. E guardar é o gesto que importa aqui, porque entre a leitura e a contratação costumam passar semanas ou meses.
A coluna do meio é a linguagem de quem está com o problema. A da direita é a linguagem que aparece na maioria dos perfis jurídicos, e é a razão pela qual essas publicações não são encontradas nem lembradas por quem precisa delas.
| A situação | Como a pessoa procura | Como o post costuma ser escrito |
|---|---|---|
| Salário atrasado | Posso pedir demissão e receber tudo? | Rescisão indireta: hipóteses do artigo 483 da CLT |
| Separação | Sou obrigada a sair de casa? | Da partilha de bens no regime de comunhão parcial |
| Nome negativado | Posso tirar meu nome se a dívida não é minha? | Da responsabilidade civil por inscrição indevida |
| Benefício negado | Negaram meu auxílio, e agora? | Do indeferimento administrativo e do prazo recursal |
| Herança | Meu pai morreu sem testamento, o que acontece? | Da sucessão legítima e da ordem de vocação hereditária |
| Compra com defeito | A loja não quer trocar, o que eu faço? | Dos vícios do produto no Código de Defesa do Consumidor |
As duas colunas dizem a mesma coisa. Só uma delas é escrita com as palavras que a pessoa usa quando está com medo, e só ela vira publicação encontrada e guardada.
A lista não vem de pesquisa de mercado, vem de dentro da banca. As perguntas que a recepção mais responde ao telefone, as dúvidas que aparecem na primeira consulta antes de qualquer contrato, e as mensagens que chegam pedindo orientação e não viram caso. Esses três lugares já contêm o calendário de meses.
O que a agência acrescenta é a tradução e a ordem. Traduzir significa reescrever a dúvida com as palavras de quem pergunta, e não com o nome técnico. A ordem significa começar pelas que aparecem mais cedo na jornada da pessoa, porque são as que ela lê quando ainda não tem pressa.
Vale um cuidado que nem sempre é lembrado: nem toda dúvida deve virar publicação. Assunto que a banca não atende, tema que exige análise individual antes de qualquer orientação geral e situação que possa induzir alguém a agir errado ficam de fora, e essa lista é definida com você na conversa inicial.
Pode, e mais do que a maioria imagina. O Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB substituiu o antigo Provimento 94/2000, reconheceu o marketing jurídico e criou a figura do marketing de conteúdos jurídicos. Ele autoriza inclusive o impulsionamento pago, desde que o conteúdo seja informativo e não configure oferta de serviço nem captação de clientela.
Desde que exercido de forma compatível com os preceitos éticos e respeitadas as limitações do Estatuto da Advocacia, do Regulamento Geral e do Código de Ética e Disciplina.
Ficam vedadas, entre outras condutas, a referência a valores de honorários como forma de captação e o uso de expressões persuasivas.
No marketing de conteúdos jurídicos pode ser usada publicidade ativa ou passiva, desde que não haja mercantilização, captação de clientela ou emprego excessivo de recursos financeiros, sendo admitida a utilização de anúncios, pagos ou não.
O Conselho Federal registra que é permitido impulsionar temas nas redes em caráter informativo, sem denotar oferta de serviços e sem propósito de captação, mantendo sobriedade e discrição. Participação em lives também é aceita, com o mesmo critério.
Existe uma cartilha oficial do Comitê Regulador do Marketing Jurídico, criado pelo próprio provimento, tratando das dúvidas mais frequentes. A interpretação pode variar entre seccionais, e a palavra final sobre cada peça é do advogado inscrito.
O que continua vedado é claro e curto: promessa ou garantia de resultado, captação ostensiva, mercantilização da profissão, comparação com colegas, sensacionalismo, divulgação de resultado de caso concreto, pronunciamento sobre métodos de trabalho e uso de nome de cliente sem autorização expressa.
Se você comparar a lista do que a OAB veda com a lista do que não funciona em conteúdo jurídico, elas são quase a mesma lista. A norma que parecia amarrar o marketing do escritório está, na prática, empurrando para o único tipo de conteúdo que constrói memória em decisão de meses.
Linha a linha, a proibição e a ineficácia coincidem. Quem tenta vender no post está fazendo o que é vedado e o que não dá resultado, ao mesmo tempo.
A consequência prática é libertadora para quem hesita: o conteúdo que a norma libera, informativo, sóbrio e educativo, é exatamente o que a pessoa guarda e encaminha. A restrição não é o preço de estar na internet; é o filtro que impede o perfil do escritório de virar propaganda genérica.
Na prática, o conteúdo educativo raramente é o problema. Os pontos que mais geram exposição são três, e todos ficam fora da publicação: responder mensagem direta oferecendo serviço para quem não pediu, publicar resultado de caso concreto ainda que sem nomear o cliente, e repostar elogio ou depoimento sem autorização expressa.
Existe ainda um quarto, que aparece com frequência crescente: pagar influenciador para indicar o escritório. Isso é tratado como mercantilização e captação indevida, porque desloca o argumento da capacidade técnica do advogado para a popularidade de um terceiro.
É por isso que aqui a regra é a mesma que vale para qualquer profissão regulamentada: nenhuma peça vai ao ar sem a revisão do advogado inscrito, e peça com dúvida de enquadramento não entra, é trocada. Trocar um post custa pouco; responder perante o Tribunal de Ética e Disciplina custa muito.
Muda o gatilho que faz a pessoa procurar e muda o tempo entre o problema e a contratação. Em algumas áreas a decisão é de dias, porque existe prazo correndo; em outras é de meses, porque a decisão é emocional antes de ser jurídica.
| Área | O gatilho que faz procurar | O tempo até contratar | O conteúdo que fica na memória |
|---|---|---|---|
| Trabalhista | Demissão, salário atrasado, acidente | Dias, com prazo correndo | O que fazer nas primeiras 48 horas e o que não assinar |
| Família | Separação, guarda, pensão | Meses, porque a decisão é emocional antes | O que acontece com a casa, com os filhos e com as contas |
| Consumidor | Cobrança indevida, produto com defeito, negativação | Dias, e o valor costuma ser baixo | O que a pessoa resolve sozinha e quando vale entrar com ação |
| Previdenciário | Benefício negado ou cessado | Semanas, com prazo administrativo | Por que negam, o que reunir de documento e qual é o prazo |
| Criminal | Prisão, intimação, inquérito | Horas, e quem chama é a família | O que fazer e o que não falar antes de haver defesa |
| Empresarial e tributário | Autuação, contrato, sociedade em conflito | Meses, e passa por mais de uma pessoa | O erro caro que a empresa comete sozinha antes de procurar ajuda |
A linha do criminal muda quem é o leitor: o conteúdo precisa falar com a família, não com quem está sob investigação, porque é a família que procura.
Memória funciona por associação, e associação precisa de um assunto só. O perfil que publica sobre trabalhista, família, consumidor e criminal na mesma semana não é lembrado por nenhum dos quatro, porque não fica ligado a nenhum problema específico na cabeça de quem leu.
Isso não significa fechar áreas de atuação: a banca continua atendendo tudo que atende. Significa escolher em qual assunto o perfil vai construir presença, e deixar as outras áreas visíveis no site e nos destaques, onde quem já chegou consegue encontrar.
Na prática, a escolha costuma recair sobre a área de maior volume ou a de maior tíquete, e ela é revisitada uma vez por ano. Perfil focado em um assunto rende mais consulta do que perfil que fala de tudo, e essa é uma das poucas decisões que valem para banca de qualquer tamanho.
Mais do que parece, e é honesto dizer isso antes da proposta. Autoridade construída por conteúdo depende de acumular publicações que respondam dúvidas reais e de a pessoa passar pelo problema. Nenhuma das duas coisas acontece no primeiro mês, e a segunda não depende de ninguém.
Bio que diz a área e a região, destaques que respondem as dúvidas de sempre, publicações com linguagem de quem procura. Isso muda rápido, porque depende só de execução.
É o sinal mais confiável, e vem antes do volume: a mensagem deixa de ser qual o valor e passa a ser a descrição do problema com as palavras que estavam no seu post.
Publicação de meses atrás continua sendo encontrada por quem tem aquele problema agora. Em advocacia o conteúdo antigo rende mais do que em qualquer outro ramo, porque o problema é sempre novo para quem chega.
É a parte que nenhuma agência escreve na proposta. Presença construída assim é alugada do hábito de publicar, e o acervo sustenta por um tempo, não para sempre.
Se a sua necessidade é caso entrando neste mês, conteúdo não é o caminho e a gente diz isso mesmo sendo a venda menor. O que responde em prazo curto é anúncio dentro da norma, com texto informativo, e ainda assim ele rende melhor quando o perfil já tem o que mostrar.
Em profissão regulamentada existe uma etapa que não pode ser delegada: a revisão das peças por quem tem o registro. Fora ela, a rotina foi desenhada para consumir o mínimo do seu tempo, que numa banca pequena é o recurso mais escasso depois do momento do cliente.
Em que causas você atua, quem costuma procurar, o que essas pessoas perguntam antes de contratar e quais assuntos você prefere não abordar em público. É a única etapa que exige você por inteiro.
Levantamento do Provimento 205/2021 e do entendimento da sua seccional, e só então pauta, texto e arte de tudo que vai ao ar, já dentro do que a norma permite e com margem de segurança.
O mês inteiro chega num link só. Nenhuma peça vai ao ar sem a sua revisão, e o que a gente considerar limítrofe vem sinalizado para você decidir.
O material bruto que ajuda é o que a banca já gera sem esforço: as dúvidas que chegaram na semana, a decisão que saiu e mudou o entendimento de um tema, a pergunta que a recepção mais responde. Se você não mandar nada num mês, o conteúdo continua saindo.
São três situações, e a segunda é específica de profissão regulamentada. Dizer isso antes é mais barato para todo mundo do que descobrir no terceiro mês.
Conteúdo constrói memória ao longo de meses e não resolve caixa de curto prazo. Quando a urgência é imediata, o caminho que responde no prazo é anúncio dentro da norma, e a gente diz isso mesmo sendo a venda menor.
A revisão do advogado inscrito não é opcional e não pode ser transferida para a agência. Se não existe alguém com meia hora por mês para isso, o trabalho não deveria começar.
Se o combinado é crescimento de perfil, essa não é a agência. Aqui o relatório mostra salvamentos, envios e conversas iniciadas, e seguidores entram como contexto.
Preço na tela, sem reunião para descobrir a faixa. O estudo da norma aplicável está incluído em todos os planos. Todos são mensais, sem fidelidade e sem taxa de saída.
A estratégia de outros setores está na página de redes sociais por nicho.
Em advocacia a coluna da esquerda importa mais do que em qualquer outro ramo, porque aqui o risco de uma peça errada é disciplinar e não apenas comercial. A da direita vale contra quem escreveu esta página também.
A quinta linha da direita é a mais desconfortável e a mais honesta: interpretação de norma muda, e quando muda a revisão é refeita sem custo.
Respostas diretas, na ordem em que elas costumam aparecer numa conversa de orçamento.
Aqui o escasso é o momento em que a pessoa precisa. Em outro ramo o escasso é outro, e a estratégia muda com ele.
O que muda de um setor para outro, e por que o mesmo modelo de post não serve a nenhum deles.
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