Anunciar no Google tem dezenas de tarefas, e quase todas são nossas. As quatro que sobram para o dono não dá para terceirizar, porque a resposta só existe dentro da cabeça de quem toca o negócio.
A partir de R$ 1.500/mês + verba de anúncios
Página que vende facilidade é a mais fácil de encher de promessa vazia, então vale dizer na cara o que ficou de fora daqui. Os quatro abaixo aparecem em quase todo material do mercado e nenhum deles se cumpre. Se um fornecedor prometer qualquer um, peça para escrever no contrato.
A diferença é o tempo e o controle. Aparecer de graça é resultado de conteúdo e de reputação construídos ao longo de meses: o Google decide se e quando a sua página merece a posição, e ninguém compra esse lugar. Anunciar é comprar espaço em destaque, com o dia e a hora que você escolher, pagando só quando alguém clica. O anúncio começa a aparecer hoje; o resultado orgânico raramente aparece este mês.
Os dois não competem, se completam, e nenhum substitui o outro. O que costuma decidir para uma empresa pequena é a pressa: quando falta cliente agora, o anúncio responde agora. Quando existe fôlego para construir, o resultado orgânico é o que baixa o custo lá na frente. Quem começa pelos dois ao mesmo tempo, com verba curta, costuma não terminar nenhum.
As quatro respostas abaixo são o trabalho inteiro do dono neste serviço, e todas cabem numa conversa. Elas não são formulário: são as informações que decidem para quem o anúncio aparece e o que acontece com quem chega. Uma agência que não pergunta isso está montando a conta no chute, e o chute sai do seu bolso.
O trabalho técnico de uma conta de Google Ads é repetitivo e não termina no primeiro dia. Ele é feito aqui, toda semana, e o dono do negócio não abre painel nenhum para isso acontecer. A lista abaixo não é o método por dentro: é só a resposta para a pergunta de quem está decidindo se contrata, que é "afinal, o que vocês fazem com o meu dinheiro?".
Os contatos chegam por três caminhos, e todos terminam onde a sua equipe já trabalha. O anúncio pode levar a pessoa direto para uma ligação, para uma conversa no WhatsApp ou para um formulário curto na página. O caminho é escolhido pelo tipo de negócio, e não pelo que é mais fácil de configurar: serviço de urgência costuma render mais na ligação, orçamento comparado rende mais na conversa escrita.
Em todos eles o contato chega com a etiqueta de onde veio, e passa antes por um atendimento que responde na hora. Você não recebe uma lista para ligar depois: recebe uma conversa que já começou, com o serviço, a região e o prazo definidos.
A tabela separa as três responsabilidades que costumam ficar embaralhadas numa proposta de agência. A última coluna é a que quase ninguém escreve, e é a que evita cobrança de expectativa errada dos dois lados.
| O que precisa acontecer | Quem faz | O que sobra para você |
|---|---|---|
| Escolher as buscas que a conta compra | Sturm Agency | Dizer o que você não faz |
| Escrever os anúncios | Sturm Agency | Conferir se o preço está certo |
| Bloquear as buscas que só trazem curioso | Sturm Agency | Avisar quando chegar contato errado |
| Pagar a verba dos anúncios | Você, direto ao Google | Aprovar o valor do mês |
| Responder quem chega | Atendimento, na hora | Fechar a venda |
| Decidir onde a campanha aparece | O leilão do Google | Nada, e ninguém controla isso |
O dinheiro se divide em duas partes que nunca se misturam. A verba de mídia é paga direto ao Google, com o cartão ou o faturamento da sua empresa, e a Sturm Agency não fatura nada sobre ela nos planos de entrada: se você investe R$ 2.000 em anúncio, os R$ 2.000 aparecem na fatura do Google, no seu nome. A mensalidade da gestão é o outro pagamento, e é o único valor que fica com a agência.
A separação parece detalhe e é o que impede a caixa preta. Quando a agência paga a mídia e cobra tudo junto, você não consegue conferir quanto foi mesmo para o anúncio, e o histórico da conta fica no nome dela. Aqui a fatura do Google é sua, o extrato é seu e a conferência é sua a qualquer momento.
Você vai saber por três números que não precisam de tradução: quantas conversas o anúncio trouxe, quanto custou cada uma e quantas viraram venda. Impressão, alcance e taxa de clique existem e são úteis para quem opera a conta, mas não pagam conta nenhuma e não entram no que é enviado para você. Relatório cheio de gráfico colorido costuma ser o jeito de esconder que o primeiro número não subiu.
O terceiro número, quantas viraram venda, depende de você contar. Nenhuma plataforma sabe quem fechou negócio no seu balcão ou no seu escritório, e é por isso que a conversa mensal pergunta isso em vez de afirmar. Quando esse retorno chega, a conta passa a perseguir o perfil certo em vez de perseguir o clique barato.
O Google faz uma coisa só: coloca quem procurou em contato com você. O que acontece depois não é responsabilidade dele nem está incluído em campanha nenhuma, e é ali que a facilidade vira ou deixa de virar venda. Numa busca de urgência, quem responde primeiro leva, e o contato que espera até amanhã já foi atendido por outro.
A conta abaixo é um exemplo declarado, com números redondos para você refazer com os seus. Ela não mede o seu negócio nem promete resultado: serve para mostrar que a demora tem preço, e que o preço sai da mesma verba que você acabou de aprovar.
O que muda entre um segmento e outro não é a ferramenta: é por onde o contato chega e o que precisa estar decidido antes da conversa. Ache o seu caso abaixo e veja o caminho que costuma render mais.
A mensalidade é a gestão. A verba dos anúncios é sempre à parte e paga direto ao Google, no CNPJ da sua empresa.
Sem fidelidade, sem multa de saída e sem taxa de entrada. Quando a verba passa a faixa do plano, a gente avisa antes e você decide se troca.
A lista dos dois lados, escrita antes de você decidir. Se um fornecedor prometer qualquer coisa da coluna da direita, peça para escrever no contrato e veja o que acontece.
Existem três situações em que a recomendação daqui é esperar, e ela é dita na primeira conversa. Numa página que vende facilidade, essa é a parte que dá crédito ao resto: se a resposta fosse sempre sim, não seria diagnóstico, seria vitrine.
A procura por quem cuide dos anúncios no Google aparece em quatro momentos bem definidos, e cada um muda o tamanho certo da verba e a pressa da decisão.
Conte o que você vende, por quanto, até onde atende e o que não faz. Se não for hora de contratar, a gente diz isso na primeira conversa.