Seu saldo aguenta quantos dias?
Ter R$18 mil na conta não quer dizer nada se R$14 mil já têm dono. A ferramenta olha o que entra, o que sai e responde em dias - e avisa antes de o mês apertar, não depois.
Cada plataforma cobra um pedágio diferente para começar a funcionar, e a escolha certa é a que o seu caixa aguenta alimentar até ela aprender.
A partir de R$ 1.500/mês + verba de anúncios
Ficou mais caro na Meta. Desde 1º de janeiro de 2026, a Meta passou a repassar aos anunciantes brasileiros os tributos que antes absorvia, segundo o comunicado que a própria plataforma enviou às contas do Brasil: PIS/Cofins de 9,25% e ISS de 2,9%, algo perto de 12,15% sobre o mesmo investimento. Google e TikTok não comunicaram cobrança equivalente até agora, e isso pode mudar a qualquer momento.
O detalhe que pega quase todo mundo: o Gerenciador de Anúncios continua mostrando só a verba líquida. O imposto aparece na fatura, depois. Quem planeja o mês olhando a tela do gerenciador fecha a conta errada.
Não existe valor mínimo obrigatório no Google Ads. A central de ajuda do Google Ads explica que o anunciante define o próprio orçamento e pode alterar quando quiser, sem piso de entrada. Por isso o Google é a porta mais fácil de abrir das três, e também a mais fácil de abrir errado: sem mínimo nenhum, dá para ligar uma campanha com valor que nunca vai produzir venda suficiente para você concluir qualquer coisa.
O mínimo que importa no Google não é o da plataforma, é o do seu mercado. Se o clique do seu serviço custa alguns reais e você precisa de dezenas de cliques para uma venda, o piso real aparece sozinho na multiplicação. É essa conta que decide se a verba do mês dá para ficar no ar o mês inteiro ou só uma semana.
O TikTok publica um valor mínimo obrigatório, e é o único que faz isso. A central de ajuda do TikTok Ads Manager diz que o orçamento precisa passar de US$ 50 por dia no nível da campanha e de US$ 20 por dia no nível do grupo de anúncios, tanto no orçamento diário quanto no vitalício. Quem tenta ligar abaixo disso não recebe entrega ruim: não liga.
O ponto que muda a decisão para uma empresa pequena é a moeda. O piso está em dólar, então o valor em real muda com o câmbio do dia, e ele se aplica por campanha ativa. Duas campanhas ligadas ao mesmo tempo somam dois pisos. Antes de escolher o TikTok como primeiro canal, faça a multiplicação com a cotação de hoje e veja quantos dias a sua verba mensal aguenta.
O Meta não publica valor mínimo de entrada, e por isso parece a plataforma mais barata para começar. O piso dele existe, só que é medido em conversões, não em reais: a documentação da Meta descreve a fase de aprendizado e indica que um conjunto de anúncios costuma estabilizar perto de 50 conversões em sete dias. Enquanto isso não acontece, a entrega oscila e o custo por resultado sobe e desce sem que nada tenha mudado na sua conta.
É essa a armadilha da verba dividida. Dois conjuntos com metade da verba cada não aprendem na metade do tempo: eles simplesmente não aprendem. O desenho abaixo mostra a mesma verba, o mesmo produto e a mesma semana, com uma diferença só na estrutura da conta.
Dividir uma verba pequena entre Google, Meta e TikTok liga três campanhas e não sustenta nenhuma. Cada plataforma tem o próprio piso, e um terço da verba raramente alcança qualquer um deles: no Google a campanha some do leilão nas horas boas, no Meta o conjunto não junta conversão para sair do aprendizado, no TikTok o valor nem passa do mínimo diário. No fim do mês existem três relatórios ruins e nenhuma resposta.
O empresário que fez isso quase sempre chega na conversa com a mesma frase: anúncio na internet não funciona. Funciona. O que não funciona é pagar meia entrada em três lugares.
A diferença é o momento em que a pessoa vê o anúncio. No Google ela já está procurando: escreveu o nome do problema, quer resolver hoje, e o anúncio aparece como resposta a um pedido que ela mesma fez. No Instagram, no Facebook e no TikTok ela não estava procurando nada: estava passando o tempo, e o anúncio interrompe. Os dois vendem, mas não vendem para o mesmo estado de espírito.
Daí sai a regra que resolve a maior parte dos casos: quando existe gente digitando o nome do que você vende, comece pela busca, porque a demanda já está formada e você só precisa aparecer. Quando ninguém procura pelo nome, porque a pessoa nem sabe que quer, comece pelo feed, porque antes de vender é preciso criar a vontade.
A lista abaixo não é opinião de gosto: ela segue o mesmo critério da cena anterior, que é onde a decisão de compra nasce. Ache o seu negócio na coluna e você já tem o ponto de partida, mesmo sem falar com ninguém.
O TikTok vale quando existe alguém para gravar. A plataforma cobra em vídeo nativo, feito com frequência, com cara de gente e não de comercial. Isso não é detalhe de criativo: é a condição de funcionamento do canal. Um negócio com movimento visual todo dia, como oficina, salão, restaurante e loja com produto novo toda semana, tem material de sobra e costuma render bem lá.
E o TikTok não vale quando você não tem quem produza. Rodar lá com dois vídeos reaproveitados do Instagram é pagar o piso diário em dólar para entregar material que a plataforma não distribui. Nesses casos a recomendação da Sturm Agency é não abrir o canal, mesmo que isso signifique um contrato menor. Serviço contratado por urgência é o exemplo mais claro: a pessoa não está no aplicativo quando o cano estoura.
A comparação útil entre Google, Meta e TikTok não é qual tem o clique mais barato. É como cada uma cobra para entrar, o que ela exige do seu material e onde ela some quando o dinheiro acaba. A tabela abaixo reúne isso numa linha só por critério.
| O que você compara | Google Ads | Meta Ads | TikTok Ads |
|---|---|---|---|
| Como a pessoa chega | Ela procurou pelo nome do serviço | Ela estava no feed e foi interrompida | Ela estava vendo vídeo e foi interrompida |
| Piso para começar | Não há mínimo obrigatório | Sem mínimo escrito, mas com volume mínimo de conversões | Mínimo publicado, em dólar, por campanha e por grupo |
| O que o anúncio exige de você | Texto certo e página que responde | Imagem ou vídeo que para o dedo | Vídeo nativo, produzido com frequência |
| Tributo repassado no Brasil | Sem repasse comunicado até agora | Repasse comunicado desde janeiro de 2026 | Sem repasse comunicado até agora |
| Velocidade do primeiro contato | Costuma vir logo, porque a demanda já existe | Depende de criar vontade antes | Depende do vídeo pegar |
| Quando não usar | Quando ninguém procura pelo nome do que você vende | Quando o que você vende é resolvido no susto | Quando não há quem grave toda semana |
Role a tabela de lado no celular. Nenhuma coluna está marcada como vencedora de propósito: a resposta muda com o negócio, e é isso que a página inteira defende.
A estratégia híbrida é a melhor de todas quando a verba já aguenta duas portas. O Meta mostra o produto para quem ainda não procurava e planta a lembrança da marca; dias depois, essa mesma pessoa vai ao Google e escreve o nome da empresa ou o nome do produto que viu. Se você não estiver lá nesse segundo momento, o concorrente colhe o que a sua verba plantou.
Por isso a ordem importa mais que a combinação. Abrir os dois no mesmo dia com pouca verba divide o piso e atrasa os dois. Abrir o segundo canal quando o primeiro já se paga transforma resultado em investimento, e não caixa em aposta.
A resposta sobre onde começar não depende de qual plataforma está na moda: ela depende de seis condições que só você conhece. Marque as que valem hoje e a leitura embaixo muda junto. Nenhuma delas é promessa de resultado, é só o critério que a Sturm Agency usa para decidir por onde abrir.
Cada linha desta tabela sai do mesmo raciocínio: como o cliente descobre que precisa. A última coluna é a recomendação de partida, não o destino final, porque o segundo canal entra depois que o primeiro se paga.
| Tipo de negócio | Como o cliente descobre que precisa | Por onde começar |
|---|---|---|
| Serviço de urgência | O problema aparece e ele procura na hora | Google, verba concentrada |
| Clínica e estética | Vê o resultado, depois procura pelo nome do procedimento | Meta primeiro, Google no nome do procedimento |
| Loja de roupa e acessório | Escolhe pelo olho, compara depois | Meta, com catálogo |
| Restaurante e delivery | Decide com fome, perto do horário | Meta no bairro, com Google Maps ativo |
| Prestador técnico e reforma | Pede orçamento e compara fornecedor | Google, com página que responde preço |
| B2B e consultoria | Procura a solução do problema da empresa | Google, com material que explica |
A plataforma entrega o clique e para ali. Google, Meta e TikTok fazem exatamente a mesma coisa nesse ponto: colocam a pessoa em contato com você e saem de cena. O que acontece nos minutos seguintes não é responsabilidade de nenhuma delas, e é justamente ali que a maior parte da verba se perde. Escolher onde anunciar muda o custo da conversa; não muda o que acontece depois dela.
O estudo mais conhecido sobre isso é o da Harvard Business Review, que auditou 2.241 empresas americanas e encontrou uma média de 42 horas até a primeira resposta, com 23% que nunca responderam e quase sete vezes mais chance de qualificar quem foi contatado na primeira hora. É um dado de outro país e de outra época, e serve como ordem de grandeza, não como retrato do seu negócio. A pergunta que ele levanta continua sendo a certa: quem responde o contato que o seu anúncio comprou, e em quanto tempo?
É por isso que aqui o anúncio nunca é entregue sozinho: cada contato cai num atendimento que responde na hora e qualifica antes de chegar em você, em qualquer uma das três plataformas.
Nenhuma plataforma sabe sozinha quem virou cliente. Ela sabe quem clicou e quem chegou até onde você marcou, e nada além disso. Quando cada canal é medido de um jeito, os três relatórios reivindicam a mesma venda e a soma fica maior que o seu faturamento. É por isso que tanta gente compara canais no fim do mês e chega numa conclusão que não bate com o extrato.
A correção é chata e não aparece em anúncio nenhum: marcar a origem em cada botão, sempre do mesmo jeito, e fazer o contato chegar já com a etiqueta de onde veio. Feito isso, a comparação entre Google, Meta e TikTok deixa de ser opinião. Sem isso, trocar de canal é chute com relatório bonito em cima.
A Sturm Agency não escolhe o canal por preferência nem por moda. A escolha sai de quatro perguntas feitas na primeira conversa, e a maior parte delas elimina plataforma sozinha. Se as respostas apontarem para um canal só, é com ele que a gente começa, mesmo que isso signifique um plano menor do que você esperava contratar.
O trabalho depois disso é o de sempre em gestão de tráfego pago: montar a campanha, ler quase todo dia e mexer poucas vezes, em lote, porque trocar público e criativo o tempo todo joga a campanha de volta para a fase de aprendizado.
A mensalidade é a gestão. A verba dos anúncios é sempre à parte e paga direto às plataformas, no CNPJ da sua empresa.
O degrau é o número de canais em operação, não o tamanho da empresa. Quando a verba passa a faixa do plano, a gente avisa antes e você decide se troca. Sem fidelidade e sem taxa de saída.
Toda página de tráfego pago promete resultado. Esta não promete, e a régua abaixo vale contra quem a escreveu: se um fornecedor prometer qualquer coisa da coluna da direita, peça para escrever no contrato e veja o que acontece.
Existem situações em que abrir campanha é acelerar um problema em vez de resolver. Nesses casos a Sturm Agency diz para esperar, e diz na primeira conversa, porque descobrir isso no segundo mês custa a verba dos dois meses.
A pergunta sobre onde anunciar quase nunca chega solta. Ela aparece em quatro momentos bem específicos, e o momento muda a resposta certa, porque muda quanto tempo e quanta verba você tem para testar.
Nove ferramentas de gestão para o mesmo dono de negócio que a Sturm atende. Todas partem do mesmo princípio: os sistemas do mercado te entregam um relatório e te deixam sozinho com ele. Estas fazem a conta e dizem o que fazer com o resultado - qual preço cobrar, o que repor, quem cobrar, o que está dando prejuízo. E você pergunta falando, sem digitar nada.
Ter R$18 mil na conta não quer dizer nada se R$14 mil já têm dono. A ferramenta olha o que entra, o que sai e responde em dias - e avisa antes de o mês apertar, não depois.
O boleto estava no e-mail, ninguém viu, e o valor cresceu num mês em que o dinheiro estava lá. A ferramenta mostra o que vence, cobra quem atrasou sozinha e avisa qual dia vai faltar.
Depois de imposto, cartão, comissão e a fatia do aluguel, sobram 2%. 89% dos empresários não se sentem seguros ao formar preço - e o sistema que a maioria usa nem converte saco de 25 quilos em pão. Aqui o preço aparece pronto enquanto você cadastra.
Acontece quando o custo do que você vende sobe mais rápido que o preço que você cobra - e é invisível para quem só olha o total do dia. A ferramenta monta o resultado sozinha e mostra a linha que mudou.
Falta o que vende e sobra o que não vende, ao mesmo tempo. E nenhum sistema comum funciona no balcão, porque exige lançar cada venda. Aqui você conta a prateleira uma vez por semana e o resto a ferramenta calcula.
O orçamento foi enviado na terça, ninguém voltou nele, e trinta dias depois ele comprou de outro. Venda pequena se perde no follow-up que ninguém fez, não no preço.
É a ligação mais frequente e a mais cara: alguém para o que está fazendo, vai até a bancada e volta para responder. A ferramenta mostra tudo por fase, manda o link de acompanhamento e abre a OS por voz - com a mão suja de graxa.
O aluguel não sabe que dia é. A ferramenta mostra a ocupação da semana inteira, confirma na véspera para derrubar a falta pela metade, e diz quanto cada hora trabalhada realmente rende.
A data do reajuste passou e ninguém lembrou. O custo do seu negócio subiu; o que ele paga, não. A ferramenta gera a cobrança sozinha, avisa o reajuste antes e mostra quem cancelou e quanto isso custou.
Conte o que você vende e quanto dá para investir. A gente responde por onde começar, mesmo que a resposta seja um canal só.