O que é um site para restaurante e por que depender só de PDF no WhatsApp ou do aplicativo corrói a margem?
Site para restaurante é o canal próprio da casa, com cardápio publicado item por item, horário, localização e caminho direto para pedido ou reserva. O PDF não é lido pela busca e não abre bem no celular; o aplicativo cobra comissão sobre o valor bruto de cada pedido, antes de qualquer custo seu. O canal próprio não elimina nenhum dos dois: ele evita que o cliente que já é seu volte pela porta que cobra pedágio.
Vale a pena tentar fazer o site do restaurante sozinho em construtor gratuito?
Vale em três situações: quando a casa ainda testa o conceito, quando o cardápio tem poucos itens e não muda, e quando o dono tem gosto e tempo para isso. Fora desses casos, o custo do faça você mesmo deixa de ser a assinatura e passa a ser a folga perdida somada a uma página lenta, que é o que faz o cliente com fome desistir.
Qual o impacto de um site lento quando o cliente está na rua procurando onde jantar?
É decisivo. Mais da metade dos visitantes abandona uma página que passa de três segundos no celular, segundo o estudo de velocidade móvel do Think with Google. Em restaurante isso é ainda mais duro porque a decisão é impulsiva: quem não vê o cardápio na hora abre o próximo da lista, e não volta.
Quanto tempo do dono é gasto tentando criar o site sozinho?
Não publicamos um número, porque ele depende do tamanho do cardápio e da experiência de cada um. O que dá para dizer é onde o tempo vai: escolher e ajustar o modelo, tratar e subir as fotos, digitar cada item com descrição e preço, e depois refazer tudo toda vez que o cardápio muda. As três primeiras etapas somam mais de um fim de semana na maioria das casas.
Qual a diferença entre um site em modelo pronto e uma página feita para virar pedido?
O modelo pronto foi desenhado para um negócio genérico e trata o cardápio como documento a anexar. A página feita para o restaurante trata o cardápio como a peça de venda: cada item com foto tratada, descrição e preço na mesma tela, categorias no topo e o botão de pedido a um toque. É a diferença entre publicar o cardápio e usar o cardápio para vender.
O que sai mais barato em doze meses: fazer sozinho ou contratar?
Depende de quanto vale a sua hora e de quantas vezes o cardápio muda no ano. A conta honesta soma três coisas do lado do faça você mesmo: a assinatura da plataforma, que nunca acaba, o seu tempo em cada alteração e o que se perde enquanto a página está lenta ou desatualizada. Se a casa ainda não vende bem, o construtor costuma ganhar; se já vende, quase nunca.
Por que os modelos gratuitos limitam o crescimento da marca?
Por dois motivos práticos. O endereço costuma ficar dentro da plataforma, então o histórico que a página constrói na busca não é totalmente seu e não vai junto se você sair. E o modelo impõe uma estrutura pensada para outro tipo de negócio, o que faz o cardápio virar uma lista comprida em vez de uma vitrine organizada por categoria.
Quanto custa contratar a criação do site completo do meu restaurante?
Começa em R$ 2.500 de entrada mais R$ 125 por mês, para até 10 páginas, que atende bem a casa única com cardápio enxuto. Casa com cardápio grande, reserva de mesa e carta que muda de estação costuma cair na faixa de 11 a 60 páginas, R$ 6.000 mais R$ 600 por mês. Grupo com mais de uma unidade, R$ 12.000 mais R$ 600 por mês.
Quanto tempo demora para a estrutura estar pronta e vendendo?
Depende do tamanho do cardápio e da velocidade das suas aprovações, e por isso não publicamos prazo fixo aqui. O prazo do seu caso sai na primeira conversa, depois de olhar quantos itens e quantas categorias existem, e vem com data. Prazo cravado antes de ver o cardápio é a promessa que o mercado mais quebra.
O que está incluído e o que o restaurante precisa fornecer?
Fica com a agência: tratar as fotos, escrever a descrição de cada item, montar as categorias, construir a estrutura e publicar com o domínio no nome do restaurante. Fica com a casa: mandar o cardápio do jeito que ele existe hoje, contar como funcionam entrega, reserva e horário, e aprovar antes de ir para o ar.
Vou precisar ficar alimentando o sistema todo dia?
Não. A operação diária é uma mensagem: prato esgotado, preço novo, carta da estação. A alteração é feita por nós, dentro da mensalidade e sem cobrança por chamado. Casa de prato feito, em que o cardápio muda toda manhã, é o único caso em que faz sentido montar a atualização diária do próprio celular da cozinha, e isso a gente combina no escopo.
Como altero o preço de um prato ou aviso que um ingrediente acabou no meio do expediente?
Manda a mensagem e a alteração é feita. Preço, item esgotado e horário são exatamente o tipo de mudança que a manutenção mensal existe para cobrir, porque num restaurante isso acontece toda semana. Quando a casa precisa fazer isso várias vezes por dia, o escopo prevê a edição direto do celular, sem depender de ninguém.
Quem atualiza o cardápio quando muda a carta de vinhos ou os pratos da estação?
A Sturm Agency, dentro da mensalidade. Troca de carta e cardápio de estação são alterações do dia a dia, não projeto novo. O que é orçado à parte é ampliação do escopo, como abrir uma unidade nova ou criar uma seção que ainda não existia, e mesmo isso é construído sobre a estrutura que já está no ar.
Como garantir que o botão de pedido funcione na sexta à noite e no domingo ao meio-dia?
A honestidade aqui importa: ninguém garante que um site nunca cai. O que dá para fazer é reduzir a chance e encurtar o conserto. O botão aponta para um único destino definido em um ponto do site, o que elimina a causa mais comum de link quebrado, e a correção faz parte da manutenção mensal, sem cobrança por chamado.
Quanto custa um site para restaurante profissional?
O valor varia principalmente pelo tamanho do cardápio e pelo trabalho de tratar foto e escrever descrição, não pela tecnologia. Na Sturm Agency a faixa vai de R$ 2.500 de entrada, para até 10 páginas, a R$ 12.000 para grupo com várias casas. Fora isso existe apenas o domínio, cerca de R$ 40 por ano pagos ao Registro.br.
Dá para fazer site de restaurante sozinho no Canva ou no Wix?
Dá, e o resultado costuma travar em dois pontos: o peso das fotos, que sobem do jeito que saíram do celular, e o cardápio, que acaba virando PDF anexado. Os dois problemas são técnicos e têm conserto, mas o conserto é trabalho, e é justamente o trabalho que a ferramenta gratuita não faz por você.
Qual o melhor jeito de receber pedido direto no WhatsApp pelo site?
O botão da página abre a conversa já com o item escrito na primeira mensagem, o que elimina a etapa em que o cliente copia o nome do prato na mão e a recepção pergunta o que ele quer. O site não substitui o seu sistema de pedido: ele entrega o cliente já resolvido na porta do canal que a casa já usa.
Como economizar nas taxas do aplicativo criando canal próprio?
Segundo os planos publicados pelo próprio iFood no portal do parceiro, a comissão é de 12% no plano Básico, com entrega própria, e de 23% no plano Entrega, mais taxa de pagamento pela plataforma e mensalidade acima de um faturamento mínimo. O canal próprio não cobra comissão por pedido, e o ganho aparece nos clientes que já conhecem a casa e voltariam de qualquer jeito.
Vale mais a pena sair do aplicativo de entrega ou manter os dois?
Manter os dois, com papéis diferentes. O aplicativo faz a parte mais cara e mais difícil do marketing, que é apresentar a casa para quem nunca ouviu falar dela. O canal próprio serve para a recompra, que é o pedido de quem já é seu cliente. Sair do aplicativo sem ter canal próprio troca margem por faturamento menor.
Vale a pena pagar mensalidade de plataforma de cardápio digital ou ter site próprio?
Confira três pontos antes de decidir: se o endereço é seu ou fica dentro da plataforma, se existe cobrança por pedido além da mensalidade, e se você consegue levar o cardápio embora ao sair. Plataforma que responde bem às três está resolvendo o seu problema. Se falhar em alguma, você está pagando aluguel eterno por algo que nunca vira ativo da casa.